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jornada dos
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(Maio.2020) Sonhador, 44 anos

Estava diante de um porto, um ancoradouro que se estendia por muitas quadras. Era um lugar de um futuro distante, em uma cidade desconhecida. Uma tempestade estava chegando. O céu estava em tons de azul e laranja e as pessoas corriam, cada uma para o seu destino na iminência da tempestade. O mar tomava a esplanada do porto e as pessoas desviavam das ondas. À minha direita, estendia até o horizonte altas e longas construções futuristas, arranha ceús espelhados e uma miríade de passarelas e elevadores que chegavam até o porto. Corri na direção das construções, fugindo do mar que já invadia a rua. Correndo sem saber onde me abrigar, já na calçada, observei entradas no primeiro prédio que estava ali. Vi uma entrada de metrô e ao passar por ela, percebi que poderia me abrir ali, então entrei na próxima.

Apesar do ar futurista, a estação de metrô era muito antiga e desgastada, muito similar às estações de Nova York ou Londres. Em uma banca dentro da estação vejo celulares à venda e decido comprar um. Uma decisão por um impulso desconhecido, só sei que tenho de comprar um celular, sem razão aparente. Antes que eu pudesse perguntar o preço, pois pensei que poderia ser muito caro, pois estavam sem etiqueta, o vendedor me surpreende e diz “São 15 dolares, e já vou fazer a ativação para o senhor”. Era um celular muito velho e usado, antiquado e do tipo flip… tinha certeza que era roubado, usado ou ilegal. Fiquei assustado, também porque havia um segurança do lado de fora do balcão. Um homem alto e negro, careca e muito intimidador, ele me espiava por trás. Era o guardião do lugar. Enquanto eu esperava o vendedor, em cada instante que eu procurava ver esse homem alto, ele aparecia mais perto. O vendedor me mostra o celular ativado, e digita os números do celular como se estivesse apresentando o nr. que seria ativado. O número do telefone desaparece da minha memória, mas estou certo que entre eles estavam: 23, 14, 17, 78, 49.)

Foi quando o vendedor me chama para uma outra banca ao lado, abre uma caixa, como se fosse um estojo de couro, e oferece para retirar uma folha de papel de seda. Tenho a certeza de que as folhas deveriam conter alguma droga, possivelmente algum alucinógeno. Sem saber, penso que o código para comprar aquela droga era “ativar um celular”. Diante da entrega, me assustei, inclusive pelo tamanho do papel que era muito grande, poderia ser muita droga de uma só vez, ou , pensei em seguida, deveria ser consumido pedaço por pedaço, a critério do usuário. Segui conforme era exigido pelo protocolo do local, retirei uma folha da caixa. Ao retirar tenho a compreensão de que deveria experimentar o papel, ainda que parecesse estranho para mim.

Ps.: Confira a análise deste sonho na Jornada "Exegesis de Philip K. Dick: Experiências Visionárias"

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